quinta-feira, 27 de março de 2025

Momentos

Momentos


Aproveite o tempo.
Aproveite o momento que passa lento.

A cada segundo a vida segue mais
Profundo.
E algo muda em seu mundo.

Somos quem somos
Tudo determinado por Chronos.

Tempo, tu que se esvais...
São as pequenas coisas que valem mais.

Um dia perfeito não é aquele que se passa deitado no leito.
É o que se colore com tinta.
Com as borboletas se brinca

Ria, muito ria, pois...
A vida é muito mais do que
sabedoria

Karin Földes 

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Tempo e reflexão

 

“Tempo e reflexão”

 

 

A vida que passa,

Antes lenta,

Como Maria Fumaça.

 

A chuva que cai lá fora,

Uma pausa,

Pois nada deveria ter hora.

 

Quando acontece o pior,

Fica o mas...

A frase que sabemos de cor,

Descanse em paz.

 

Paz que não deveria ser o pior,

E sim, estar sempre ao redor.

 

Um bugalho por uma vida de trabalho.

Um descanso por uma vida de remanso.

 

Triste não é envelhecer.

Triste é ter uma vida sem pouco viver.

 

Cheirar uma flor com tempo.

O tempo a contento.

 

Soprar a vela de cada ano que passa,

Vivendo,

Não se transformando apenas em carcaça.

 

Num piscar de olhos passa o mês!

Não.

É preciso viver um dia de cada vez.

 

Fazer valer cada amanhecer.

Incerta é a despedida.

Certa é a vida.

 

E se os dias passarão,

Que sejam vagarosamente,

Tendo ficado essa lição.

 

Karin Földes

domingo, 8 de dezembro de 2024

Ecos

 "Ecos"



A chuva lava a alma
Traz a calma
Afaga o coração cansado
Corpo destruído, rasgado.

Coroa que não é boa.
Microscópio ser
Não deixa, direito, viver.

Exército que luta
Por dias
Dentro de uma fria
Gruta

Imersão em pensamento
Tempo que vai lento
Antes o fôlego que faltava
Agora, a voz quase alva.

Ecos de uma enfermidade
Que demora, e logo,
Vai tarde.

Karin Földes

domingo, 5 de maio de 2024

Surpresa

 

“Surpresa”

 

 

Uma lágrima caiu no chão.

Tristeza que não passa não.

De repente, ficou sorridente.

O miado e a alegria ao lado.

 

Um menino chateado.

Um gato abandonado.

Alegria é surpresa.

 

Em casa chegou.

Ninguém encontrou.

Ali com seu novo amigo ficou.

 

Lá fora um latido forte.

O medo da morte.

Um cachorro que apenas passa na rua.

 

No dia seguinte a indecisão.

Aberto estava o portão.

Um vizinho lhe trouxe um pato,

 

Pato e gato.

Gato e pato.

Não decidiu.

Apenas saiu.

 

 

 

O pato grasnou.

O barulho ecoou.

A  mãe descobriu.

 

O menino da escola chegou.

O gato ficou.

O pato partiu.

 

Gato abandonado

É gato amado.

 

Gato com nome de anjo,

Um verdadeiro arcanjo.

 

Sete vidas de gato, quase uma vida de gente.

Um coração sempre quente.

 

Alegria ele esbanja

Em sua cor sempre laranja.

Juntos cresceram.

Juntos viveram.

 

Inseparáveis amigos eles são.

Dormem juntos no chão.

Tantas vindas, tantas idas.

Mas o gato, infelizmente, não tem sete vidas.

 

Ele tinha ido trabalhar.

Tão logo não iria voltar.

Soube da notícia de longe.

Em silêncio ficou, como um monge.

Ficou a saudade.

Tão logo não teria assim outra amizade.

O trauma passou.

Um novo amigo adotou.

 

(Baseado em fatos reais)

 

(Karin Földes – 03.05.24)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Armários e espelhos

Em espelhos dentro de armários escuros, vejo pessoas.


Vem e vão.


Continuo parada a olhar e talvez na multidão alguém encontrar.


Alguém que se foi e deixou saudades, não dá mais notícias, mas talvez logo eu saiba desse alguém.


Pessoas, pessoas, pessoas...


A verdade, a falsidade, a hipocrisia, o altruísmo.


Pessoas vem e vão acreditando em falsas verdades.


Aqui a realidade é outra 


Karin Foldes 

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Dois poemas

 

“Insanidade”

 

Um dia muito louco, cinza e falso.

Falsidade é igual a um tapa na cara,

Por isso, é preciso saber desviar-se.

Hipocrisia é apenas humana.

Ignorância que é a maldade disfarçada.

Fingir o bem no meio do mal.

Querer fugir e não poder escapar.

Lama por todo lado.

Fedor.

 

Karin Földes

 

 

“Leveza”

 

As ondas do mar eram lençóis puxados por eles.

                                                            E se cobriam.                 

A areia era o colchão.

As pedras macias serviam como travesseiros.

As gotas de chuva formavam um cobertor de retalhos.

Os relâmpagos eram os sonhos deles que iluminavam o céu.

 

Karin Földes