quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Mais poesias

“Distância amenizada”

Alguém por quem só quero o bem.
De estar mais perto tenho a sorte.
E de supetão, o coração que bate mais forte.

Por mais que eu tente,
De repente,
Não sai de minha mente.


Se encontra num lugar
Onde o sol mais brilha.
Daqui, três mil vezes uma milha.

Não havia plano.
Apenas atravessou o oceano.
Não dá para crer que cá está este ser.

Perto de quem, por ele, perde o juízo.
Chegou sem prévio aviso.

A caneta que, de repente, volta a trabalhar.
A quilômetros agora está de seu lar.

Que estivesse aqui, eu quis.
Apenas por estar mais perto me deixa feliz.

O coração bate com força imensa, à
Sua bem menos longínqua presença.

De um lugar gelado para um lugar quente.
Por mim sempre será amado,
Mesmo que esquecê-lo eu tente.

Por menos longe estar,
O meu viver faz alegrar.
E assim faz,
Assim me traz a paz.

As razões do coração ainda não
Foram descobertas.
Mas, são muito mais que certas.

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Karin Földes



“Sonho e surpresa”

Toda noite, a caneta que trabalha
Sem parar.
Apenas por alguém mais perto estar.

Com tanta vivência,
Por um ser que chega de repente,
Voltar à adolescência.

Chega sem planos.
E um pouco menos longe está
 alguém que o tem
No coração por anos.

Mais alegres se tornaram a vida
E o verão.
Mais forte, de repente, bate
Um coração.

Um alento,
Depois de um par de dias
De sofrimento.

Agora mais perto tu estás,
Por poucos dias trouxe mais um pouco
De paz.

Em meu sonho trouxe a novidade.
Porém, nunca imaginaria que
Se tornasse verdade.

Uma visão apenas vinda
Do coração.

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Karin Földes





segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

“Surpresa tão perto, coração tão longe”



Em madrugadas caladas
Sonhos estranhos se tornam reais
Uma vez ou mais.

O sono se esvai.
A face de alguém de minha mente
Não sai.

Surpresas do acaso,
Ironia do destino.
Como a rara flor presa num vaso.
Baladas estonteantes de um sino.

Algo tão de repente.
Uma força enorme no que se sente.
Um verão muito mais que quente.

O que estava adormecido
É trazido pela rapidez.
Tudo o que foi vivido
Toda falta de lucidez.

Não é de todo conhecimento
A história que está sendo escrita.
Talvez não seja para se ter entendimento
Apenas para ser vivido.

As razões são feitas para a mente,
Não para o coração.

Tão perto, tão longe,
As palavras escorrem pela minha mão.

Entrar em contato com alguém,
Apenas pela emoção.

Já que está tão perto,
Queria estar próxima de ti,
Meu amigo, meu irmão,
Meu especial coração.

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Por Karin Földes



domingo, 31 de janeiro de 2016

"Tão estranho, tão perto, tão longe"

A sinceredade.
A felicidade.
De um sentimento de verdade.

Um sonho estranho, uma visão.
Uma realidade.

Tão perto tão longe.
Alegria e vontade.

Caminhos que estranhamente se cruzam.
Até a eternidade.

Por Karin F

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Poema

“Simplesmente Mãe Terra”

Mãe Terra que nos dá
O alimento que dela brota.

Pelos ventos ela acaricia meu rosto,
Pelo sol me aquece num abraço
Pelas águas me banha e
Me fortalece.

Pelas sementes e pela colheita
Nos dá a renovação da vida
E pela convivência com outros animais
Nos dá a harmonia.

Meu amor por ela é infinito
E a esperança de que a própria
Humanidade entenda isso
E para de destruí-la também.

Chegará o dia em que os ensinamentos
De povos ancestrais renascerá junto
Amor humano por Mãe Terra.


Por Karin Földes

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Simples espelhos

Morar no campo, nas montanhas sempre foi tudo para Sofia.
Em sua chácara há milhares de cavalos, porcos, coelhos, gatos e cachorros, todos de estimação. O jardim está sempre impecável, muitas flores, muitas árvores e no meio de tudo um rio de águas cristalinas.

Não muito longe dali ela compra de seus próprios vizinhos doces e massas caseiras e naturais. E de sua horta ela tira o que precisa para comer, já que, como vegetariana não precisa de carne.

Sua religião é pagã e sua maior deusa é a Mãe Natureza. Gosta da vida simples, trabalha como jornalista no jornal da pequena cidade onde mora. Sua irmã Flor cursou Licenciatura em Música na mesma faculdade onde Sofia cursou Jornalismo. Flor leciona música na única escola da cidade. As duas tinham um amigo em comum, Fernando, amigo de infância que tinha se formado na mesma universidade que elas, mas, em Biologia, se tornando mais tarde botânico e pesquisador de toda flora da região onde mora. Também um apaixonado e colecionador de orquídeas. Todos cresceram naquela cidadezinha de cinco mil habitantes no meio da Serra da Mantiqueira em Minas Gerais. Saíram juntos e voltaram pra lá apenas para cursarem a faculdade em uma cidade um pouco maior, de cem mil habitantes.

Próximo à cidade onde Sofia mora há um observatório e há tempos ela não ia até lá. Então, convidou Fernando para irem juntos. Era junho, o tempo seco e o céu bem aberto, foi possível ver todas as constelações e a lua. Saindo de lá pararam em um mirante que havia mais abaixo do observatório. Ali ficaram sozinhos conversando até que perceberam o quanto eles têm em comum e resolveram ficar juntos, passaram a ser mais do que amigos, agora eram namorados. (...)

domingo, 10 de janeiro de 2016