De tanto amor no coração.
De tanta alegria e decepção.
Menina e seu primeiro amor, com flores com dor.
Décadas e décadas passaram.
Apenas algumas coisas mudaram.
Da adolescência à idade adulta.
Um amor que ultrapassou o tempo e o espaço, tornando-se puro sem pedir nada em troca.
Amar por amar, por muito tempo longe dele ficar, mas em paz quando ele chega estar, mesmo que
por alguns minutos apenas.
E ele diz "relaxe garota" como quem diz "está tudo bem, eu demorei, porém agora estou aqui".
Ah, doce menino, se fosse mais que agradecesse a amáveis palavras dela...
Ela que sente com o coração quando você está triste ou alegre, perto ou longe.
Há coisas que ultrapassam os limites da razão e apenas falam ao coração, se transformando apenas
em poesia. Poesia que acompanha essa menina por toda a vida, que faz calar seu coração e de
longe ser o anjo de alguém.
segunda-feira, 28 de março de 2016
sábado, 19 de março de 2016
Poesia
“Resposta obscura”
Um pé no abismo outro na
redenção.
A mente diz sim, o corpo
diz não.
A vida entre dois mundos
com e sem caos.
Andando entre os bons e
os maus.
Um muro entre a loucura
e a sanidade
A saudade que o peito invade.
Viver entre o sossego e
a calamidade.
Desejar uma vida de verdade.
Caminhar mais e mais.
Buscar pela ajuda de ancestrais.
Passa cada momento.
Passa cada vez mais lento.
Buscar explicação nos astros.
Buscar a solução em campos vastos.
Se descobrir em outro mundo.
A resposta está onde se
vai mais fundo.
Por Karin Földes
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Mais poesias
“Distância amenizada”
Alguém por quem só
quero o bem.
De estar mais perto
tenho a sorte.
E de supetão, o coração
que bate mais forte.
Por mais que eu tente,
De repente,
Não sai de minha mente.
Se encontra num lugar
Onde o sol mais brilha.
Daqui, três mil vezes
uma milha.
Não havia plano.
Apenas atravessou o
oceano.
Não dá para crer que cá
está este ser.
Perto de quem, por ele,
perde o juízo.
Chegou sem prévio
aviso.
A caneta que, de
repente, volta a trabalhar.
A quilômetros agora
está de seu lar.
Que estivesse aqui, eu
quis.
Apenas por estar mais
perto me deixa feliz.
O coração bate com
força imensa, à
Sua bem menos longínqua
presença.
De um lugar gelado para
um lugar quente.
Por mim sempre será
amado,
Mesmo que esquecê-lo eu
tente.
Por menos longe estar,
O meu viver faz
alegrar.
E assim faz,
Assim me traz a paz.
As razões do coração
ainda não
Foram descobertas.
Mas, são muito mais que
certas.
___________________
Karin Földes
“Sonho e surpresa”
Toda noite, a caneta
que trabalha
Sem parar.
Apenas por alguém mais
perto estar.
Com tanta vivência,
Por um ser que chega de
repente,
Voltar à adolescência.
Chega sem planos.
E um pouco menos longe
está
alguém que o tem
No coração por anos.
Mais alegres se
tornaram a vida
E o verão.
Mais forte, de repente,
bate
Um coração.
Um alento,
Depois de um par de
dias
De sofrimento.
Agora mais perto tu
estás,
Por poucos dias trouxe
mais um pouco
De paz.
Em meu sonho trouxe a
novidade.
Porém, nunca imaginaria
que
Se tornasse verdade.
Uma visão apenas vinda
Do coração.
__________________
Karin Földes
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
“Surpresa tão perto, coração tão longe”
Em madrugadas caladas
Sonhos estranhos se
tornam reais
Uma vez ou mais.
O sono se esvai.
A face de alguém de
minha mente
Não sai.
Surpresas do acaso,
Ironia do destino.
Como a rara flor presa
num vaso.
Baladas estonteantes de
um sino.
Algo tão de repente.
Uma força enorme no que
se sente.
Um verão muito mais que
quente.
O que estava adormecido
É trazido pela rapidez.
Tudo o que foi vivido
Toda falta de lucidez.
Não é de todo
conhecimento
A história que está
sendo escrita.
Talvez não seja para se
ter entendimento
Apenas para ser vivido.
As razões são feitas
para a mente,
Não para o coração.
Tão perto, tão longe,
As palavras escorrem
pela minha mão.
Entrar em contato com
alguém,
Apenas pela emoção.
Já que está tão perto,
Queria estar próxima de
ti,
Meu amigo, meu irmão,
Meu especial coração.
___________________
Por Karin Földes
domingo, 31 de janeiro de 2016
"Tão estranho, tão perto, tão longe"
A sinceredade.
A felicidade.
De um sentimento de verdade.
Um sonho estranho, uma visão.
Uma realidade.
Tão perto tão longe.
Alegria e vontade.
Caminhos que estranhamente se cruzam.
Até a eternidade.
Por Karin F
A felicidade.
De um sentimento de verdade.
Um sonho estranho, uma visão.
Uma realidade.
Tão perto tão longe.
Alegria e vontade.
Caminhos que estranhamente se cruzam.
Até a eternidade.
Por Karin F
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Poema
“Simplesmente
Mãe Terra”
Mãe
Terra que nos dá
O alimento
que dela brota.
Pelos
ventos ela acaricia meu rosto,
Pelo sol
me aquece num abraço
Pelas águas
me banha e
Me fortalece.
Pelas
sementes e pela colheita
Nos dá
a renovação da vida
E pela
convivência com outros animais
Nos dá
a harmonia.
Meu
amor por ela é infinito
E a
esperança de que a própria
Humanidade
entenda isso
E para
de destruí-la também.
Chegará
o dia em que os ensinamentos
De povos
ancestrais renascerá junto
Amor humano por Mãe
Terra.
Por Karin Földes
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Simples espelhos
Morar no campo, nas montanhas
sempre foi tudo para Sofia.
Em sua chácara há milhares de
cavalos, porcos, coelhos, gatos e cachorros, todos de estimação. O jardim está
sempre impecável, muitas flores, muitas árvores e no meio de tudo um rio de
águas cristalinas.
Não muito longe dali ela
compra de seus próprios vizinhos doces e massas caseiras e naturais. E de sua
horta ela tira o que precisa para comer, já que, como vegetariana não precisa
de carne.
Sua religião é pagã e sua
maior deusa é a Mãe Natureza. Gosta da vida simples, trabalha como jornalista
no jornal da pequena cidade onde mora. Sua irmã Flor cursou Licenciatura em
Música na mesma faculdade onde Sofia cursou Jornalismo. Flor leciona música na
única escola da cidade. As duas tinham um amigo em comum, Fernando, amigo de
infância que tinha se formado na mesma universidade que elas, mas, em Biologia,
se tornando mais tarde botânico e pesquisador de toda flora da região onde
mora. Também um apaixonado e colecionador de orquídeas. Todos cresceram naquela
cidadezinha de cinco mil habitantes no meio da Serra da Mantiqueira em Minas
Gerais. Saíram juntos e voltaram pra lá apenas para cursarem a faculdade em uma
cidade um pouco maior, de cem mil habitantes.
Próximo à cidade onde Sofia mora
há um observatório e há tempos ela não ia até lá. Então, convidou Fernando para
irem juntos. Era junho, o tempo seco e o céu bem aberto, foi possível ver todas
as constelações e a lua. Saindo de lá pararam em um mirante que havia mais abaixo
do observatório. Ali ficaram sozinhos conversando até que perceberam o quanto eles
têm em comum e resolveram ficar juntos, passaram a ser mais do que amigos, agora
eram namorados. (...)
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