domingo, 2 de maio de 2021
domingo, 4 de abril de 2021
Grande e impotente
"Grande e impotente"
Mundo dominado.
Vidas que se despedem dele.
Um ser inconstante.
Mutante.
Ri do ser humano
que se considera tão
GRANDE.
Impotência.
Gaia prova sua força.
Exige respeito.
Generosidade que vai.
Maldade que vem.
A morte parece não conseguir
ensinar.
Consciência.
Altruísmo.
E um abraço a pedir
a uma grande Mãe
esquecida.
Karin Földes
sábado, 20 de fevereiro de 2021
Cores
"Cores"
(Karin Földes)
Há 30 anos um encontro.
Sorriso.
Rosa vermelha.
Abraço.
Carta.
Leitura de carta.
Surpresa.
Universo paralelo.
Alegria.
Amor.
Olhares.
Poucas palavras.
Muitas emoções.
Nuvens que formavam
caminhos.
Arco-íris em céu noturno.
Simplesmente perfeito.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2021
“Vivências modernas”
Por Karin Földes
Uma
influenciadora digital, amadora, de vinte e sete anos, vive de pequenos
trabalhos artísticos e da fortuna do pai que ainda trabalha duro para manter os
filhos e a atual companheira.
A
moça de vinte sete anos, Ana, tira fotos dos seios, das tatuagens e tenta
influenciar sua meio irmã, filha de sua ex-madrasta, ex-companheira de seu pai.
As
mães de Ana e Helena, sua meio irmã, se dão muito bem apesar de viverem em
mundos pouco diferentes. Carla, a mãe de Ana, mora
A
mãe de Helena, Mirtes, mora com o atual marido e tem uma vida mais discreta.
Sua filha foi criada com ela e o padrasto e também segue uma vida mais discreta
e estuda teatro na Finlândia.
Ana
já publicou fotos com cigarro de maconha e foi criticada por isso, pelo fato de
ter tantos seguidores jovens, contudo, os pais não disseram nada. O pai,
Miguel, talvez estivesse mais preocupado com sua filha caçula e com sua
companheira atual que vive mal humorada e odeio o que ele faz, mesmo que isso a
mantenha com uma vida bem confortável e a filha dela também. Miguel não sabe,
porém, ela manda e desmanda nos outros no trabalho dele, sempre grossa. Até que
um dia ofendeu amigos do sogro dela e ficou com muita vergonha, contudo, nem
por isso, mais amável. Seu mau humor só a faz envelhecer ainda mais e mais
rápido.
Um
homem, três mulheres diferentes, vários filhos de todos os lados envolvidos,
mulheres, ex-mulheres que se falam e se dão bem, mulheres que são tão
diferentes mais discretas e menos discretas, trabalhando nas áreas do glamour e
do esporte, com filhas diferentes que também se dão tão bem. Ex-sobrenome que
continua mesmo com ex-marido e com atual marido.
Vidas
que acontecem no mesmo hemisfério e que se cruzam por oceanos. Carla,
dinamarquesa, se tornou estadunidense, seus filhos vivem na Europa.
Famílias
que se formam e se desfazem, com erros e acertos na modernidade. Amores que se
perderam, que se encontraram e um homem que nunca encontrou o verdadeiro amor,
apenas mulheres de vários tipos e jeitos, com quem nunca casou ou disse “eu te
amo” ou casou apenas pela gravidez da primeira delas.
Famílias
diferentes fazem parte da modernidade, assim como a solidão amorosa de quem
nunca quis estar sozinho.
domingo, 25 de outubro de 2020
A flor que mudou o mundo - Por Karin Földes
Flor era uma mulher diferente. Enquanto suas amigas saíam para fazer compras em shoppings, em lojas badaladas de sapatos, , roupas e bolsas ou a cada ano queriam trocar seus celulares, em pouco tempo trocar seus carros e eletrodomésticos morando em casas enormes onde se perdiam, Flor andava de bicicleta, tinha o seu carrinho apenas para grandes necessidades, a casa não era enorme, porém, o quintal era enorme com horta, pomar, flores, muitos cachorros, pássaros que povoavam o seu jardim.
O lixo orgânico virava adubo, o reciclável virava vasos de plantas, artesanato, brinquedos para as crianças da vizinhança.
Ela também gostava muito de ler, passava horas lendo e na literatura enxergava a sociedade como ela é, o modo de pensar das pessoas, a essência do ser humano. A arte refletia a vida e a vida refletia a arte.
Em um dia de primavera sentou-se em seu jardim e ao invés de ler, escreveu com toda a inspiração da natureza e com tudo o que já tinha lido. Resolveu publicar aquilo tudo na internet mesmo para que todos lessem. Leram, comentaram, contudo, não entenderam exatamente sobre o que se tratava.
Flor não se entristeceu com todos aqueles fatos e resolveu, numa noite, observar as estrelas. Passou a fazer isso todas as noites, era incrível como os movimentos da Terra colocavam os planetas e as estrelas em posições diferentes no céu em cada estação do ano.
Em outras noites Flor pegava seu violão e tocava para o universo e para Mãe Natureza.
Ela morava na área rural de uma cidadezinha próxima a um grande centro onde trabalhava mediando conflitos, tentando fazer as pessoas entenderem que nem sempre havia um culpado.
Certa vez teve de mediar a briga entre um casal que se separava e disputava a guarda do único filho, o qual naquela disputa mais parecia um troféu do que uma criança. Ficava profundamente entristecida com isso, pois, para ela as pessoas deveriam se casar, amadurecer juntas antes de constituírem família, pois assim, não haveria vítimas.
Outro caso difícil que teve de mediar foi o de uma mãe que não aceitava a mudança de sexo da filha. Flor entendia que cada um era cada um, porém, a dificuldade que as pessoas tinham de aceitar-se como são, de como nascem perfeitamente. Até que um dia ela foi ameaçada por estar “se metendo muito” na vida dos outros. Então, teve de se afastar do trabalho e passou esse tempo afastada de tudo e de todos, entristecida, sem sair de casa como se acreditasse que se o mundo era daquele jeito ela iria acreditar no mundo ao seu próprio modo.
Eis que de repente começam-se a ver livros à venda com seu nome por toda parte. Ela havia feito agronomia e antropologia e por suas pesquisas científicas mostrou como a humanidade estava indo para o lado errado, e que, qualquer religião política não conseguiria salvá-la se as pessoas não voltassem a coexistir com a natureza da qual sempre fizeram parte, entendendo que a complexidade de problemas estava dentro de cada mente humana.
terça-feira, 29 de setembro de 2020
Canto de renovação
Madrugada, manhã,
noite.
Um canto para uns,
Barulho para outros.
Sinal de que é
primavera,
Doce primavera.
Canto de renovação,
De finalização de
mais
Doze meses
Que se vão.
Meu espírito se
alegra
Com o amor desse canto.
Infelizmente não dura
tanto.
Canto de quem passou tempos
Embaixo da terra,
renasceu,
Está no auge da vida,
Se transformará e
depois
Dirá adeus a uma vida
Que parece tão curta.
Logo chegará o verão.
(Karin Földes)
quarta-feira, 16 de setembro de 2020
Norte especial
Ao acordar, ela deu um beijo em seu rosto, apenas uma lembrança pela distância que os separava. Ela nunca esquecera uma data especial em mais de três décadas. Pensou com seu coração o dia todo naquele alguém que havia sido tão importante em sua vida. Um norte especial o qual nunca seria esquecido.
Karin Földes

