quarta-feira, 22 de julho de 2015

Voltando a 1991/92... Um poema para um anjo

"Notas musicais"

Adormeci.
Em meus sonhos ouvi uma música.
Romântica é o que ela era. Linda, linda como meu sonho.
Te vi tocando o piano. Me vi junto com você
namorando em uma das notas musicais,
daquela música, daquele sonho.
Vivemos e revivemos nossas infâncias juntos,
juntos no balanço daquele parque, no balanço daquela música
Juntos deslizando sobre as teclas daquele piano
como se estivéssemos patinando pelo gelo de alguma
terra gelada. Mas, o nosso amor quebrava qualquer gelo
com a ajuda das notas musicais daquele piano.
Notas são sons. Esse poema são pedaços de sonhos que tive
com você em noites desconhecidas por mim.


Por Karin Földes

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Silenciosamente silencio

"Silenciosamente silencio"

Mesmo que não saibas que te amo
Mesmo silenciosamente te amando
Silenciosamente te darei tua felicidade
Eu quero tua felicidade
Sim quero.
Te deixo ficar ao lado de outra, mas,
silenciosamente te farei feliz também.
Te defenderei no silêncio.
Farei tudo, mas tudo mesmo por você,
mesmo que seja no silêncio.
E ninguém nunca saberá disso, pois,
volto a repetir no silêncio que te amo silenciosamente.
O silêncio não me atordoa. É a paz.
E é importante te amar"

(Karin Földes, 1991).

sábado, 4 de julho de 2015

Viajar só

De repente me vi sozinha dentro de um avião atravessando o Oceano Atlântico. Era minha primeira viagem ao exterior.
Lembro-me de quando passamos em Amsterdã para fazer a conexão a Londres e aquilo parecia ainda que era um sonho. Vi neve lá em baixo, mar e neve, algo então, um pouco estranho para mim.
As lembranças da chegada ao Heathrow em Londres certamente nunca serão apagadas. E eu com aquele mochilão que não queriam despachar ia de um guichê a outro da companhia britânica. Precisava pegar o avião para Manchester e, ufa, foi despachado – percebi daí o quanto poderia ser independente e quanto sabia inglês de verdade.
Ao chegar ao aeroporto de Manchester, encontrar minha amiga, mal podia acreditar que estava em terras europeias e que estava andando em um ônibus de dois andares, típico britânico.
Tantas vezes a viagem à Noruega foi cancelada devido ao mau tempo e tantas vezes tive que falar, por telefone, com a companhia britânica.

O mau tempo significava muita neve. Quando cheguei quase não havia nada, mas em uma noite começou a nevar tanto que minha amiga me chamou para irmos ver a neve caindo e foi uma brincadeira, uma novidade, uma memória a ser guardada para sempre.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Poesia

“Surpresa adolescente”

Uma viagem no tempo, um novo
Aparecimento e palavras que,
De repente, voam ao vento.

A poesia nas veias, no coração.
Tudo o que se queria, o que
Traz uma paixão.

Um sentimento que abre
A verdade e que traz a
Ansiedade.

Tudo o que não se esperava
Uma bela surpresa que nos planos
Não se contava.

As chuvas, a renovação
Como  se em macias luvas
Segurasse o coração.

Viver, sentir como na juventude,
Tudo em sua plenitude.



O fato de se estar só no
 momento da notícia,
na garganta um nó, mas
na alma a delícia.

Coincidência ou não, o
Amor mais uma vez fez bater
Mais forte o coração.


By Karin Földes - 12.12.14

domingo, 12 de outubro de 2014

A carta e a carona

“A carta”

A primeira carta, escrita ali em uma emoção, em um nervosismo de um primeiro encontro. O coração batendo forte, as mãos trêmulas, um olhar e um sorriso de um anjo.
Palavras e palavras para aquele que se queria ter pelo menos como amigo.
Ao entrega-la ficou sem voz, difícil até de dizer “para você”, principalmente quando seus rostos se aproximaram.
A carta foi guardada no bolso na calça jeans e pensava-se que ali seria esquecida, mas qual a surpresa, quando se viu sendo-a tirada  daquele bolso e lida, algo poderia tirar a concentração  da leitura, mas pelo contrário, a leitura continuava enquanto a porta do elevador era fechada.
E daquela cena nunca mais se esqueceu.

“A carona”

Andava pelas ruas da cidade, naquele dia resolvera pegar o ônibus ao invés de pegar o carro.
Eis que de repente reconhece o carro e depois quem está dentro dele, óculos escuros, vidro aberto, sol no rosto.
Desceu do ônibus e ainda tentou chegar perto do carro. E, vão. Continuou seu trajeto à pé, decepcionada, há tempos que não encontrava com ele.
O farol para pedestre ficou verde, olhou à sua esquerda e eis que o vê dentro do carro. Resolve acenar, ele sorria, a reconhece de outros lugares e antes que o farol abrisse ele abre a porta e oferece a ela uma carona. Ela aceita. E vão colocando a conversa de 25 anos em dia até chegarem no destino final.

By Karin Gobitta-Foldes
(karinharket@msn.com)