domingo, 1 de março de 2020

Universos paralelos


“Universos paralelos”

Não era para ser assim,
Esse talvez não fosse o fim.

Palavras vertiam de sua boca,
As lágrimas escorriam
Deixando a atmosfera a sua volta
Louca.

O vento que seu rosto corta,
O sangue que verte da aorta.

Procurando o caminho certo,
Um labirinto de tantos metros.

Chegando ao nível de se achar invisível.

Talvez um bicho manso,
Não um cisne,
Mas um ganso.

Universos paralelos.

Karin Földes




quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Se...


“Se...simplesmente”

Ela não se preocupava se era noite, se chovia.
Era verão e a calma, como anestesia.
Como se voltasse à adolescência, à recordação.
Sem se preocupar entrar na piscina, alegre, pois, não queria ter mais a testa franzina.
Garota de muitas facetas, menina xereta, curiosa,  que queria sempre se sentir livre, como um pássaro fora da gaiola.
Não mais chora, passaram as guerras e agora “tu menos erras”.
Ela pode aproveitar, fazer tudo o que adora.
Alegria que se espalha como água que jorra fora da talha e alcança
Outros corações, mostrando-lhes e ensinando-lhes a simplicidade da vida.



                                                                     (Karin Földes)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

"Simples tarde de verão"

"Simples tarde de verão"


Um dia de sol. Um dia na água. Local compartilhado por sócios. Todos se divertem. País e filhas. Mães e filhas. Jovens  Crianças. Famílias. Amigos. Pessoas sozinhas. Poetas. Salubridade.Um dia perfeito. Uma tarde perfeita. Um dia de sol. Uma tarde linda de verão. A simplicidade e a felicidade no ar. Gratidão ao sol, à Mãe Terra, ao universo. Gratidão à vida.

Por Karin Földes

domingo, 12 de janeiro de 2020

Magia de verão

"Magia de verão"

Eternas noites lindas de verão. 
Agradeço à Mãe Natureza por elas. Pelo luar tão belo, pelo verão e uma noite tão linda. 
É bom poder estar ao ar livre, é bom estar próxima à natureza curtindo essa noite de verão. Olhando para as plantas e vendo como elas crescem com as chuvas de verão e o calor. Elas ficam felizes nessa estação. As plantas sorriem. 
É a estação das colheitas e assim fica fácil entender o porquê dos Europeus celebrarem tanto essa estação nos parques, nas praças, nas mesinhas dos restaurantes ao ar livre.  
O verão colore o mundo inteiro com sua nobre aquarela...

Karin Földes

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Minhas palabras


“Jardim do coração”

Sentada em um banco de jardim.
Livro nas mãos.
Pensamentos em vão.
Um doce moço chama sua atenção.

Olha para o portão,
Um doce menino e seu violão.

Um verso do destino,
Uma música dos anos 60,
E o doce menino que na casa dela adentra.

O passado no presente,
Um amor antigo,
Porém, recente.

Hoje quem dera,
Um amigo que veio dizer o que sente.

Um encontro de almas tão diferente.








“O significado verdadeiro”

Amar é saber olhar dentro do coração de alguém
E enxergar apenas suas qualidades.

Quantas desilusões, meu menino,
Quanta incredibilidade acerca de um amor.
E quantas alegrias.

Trinta anos se passaram, mas,
O tempo jamais conseguirá mudar a essência
De alguém e nem o amor de outrem.

Quem ama se sente tranquilo ao lado da pessoa amada
E se ao seu lado ela não está,
A felicidade vem apenas de saber que ela está bem.

O amor é liberdade e a ele pertence
Um misto de alegria e saudade.

“Chuva de verão”

Sonhando acordada caminho na chuva.

Chuva  de verão, um portal mágico para te encontrar.

É tarde da noite e lembro de momentos.
Momentos tranquilos como a chuva que cai.


Talvez tu estejas dormindo,
Não ouvindo a chuva de verão,
Mas o gelo do inverno.

Fecho os olhos e te mando um abraço quente,
Como tantos que te dei.

As palavras para ti nunca cessaram.
São como gotas de chuva que caem
E essa chuva, por algum motivo,
Só tu tens.

Karin Gobitta-Földes

domingo, 15 de setembro de 2019

“De décadas em décadas”

“De décadas em décadas”

Um sorriso que conheci aos 30.
Sorriso de menino.
Jeito de menino

Vieram os 40 e parece que
Nada havia mudado,
Só o rosto amadurecido.

Chegou ao meio século de vida,
Agradeceu-me pelas felicitações.

Hoje chega ao sessenta,
Um homem,
Experiências de vida,
Várias formações.

Para mim, nada mudou.

(14/09/2019)

domingo, 30 de junho de 2019

Décadas


“Décadas”

Trinta anos se passaram.
Trinta anos de um amor que
Mudaria uma vida.

Quase trinta anos do primeiro encontro,
Do primeiro abraço,
Do primeiro olhar.

Uma menina e um rapaz.
Duas culturas diferentes.
Uma língua como ponte.

Tantas emoções, tantas decepções.
Como aquele indivíduo fez
Com que ela mudasse, deixasse a timidez,
Encarasse o mundo de vez.

Solidão, sofrimento, experiências.
Uma vida mudada por conta de um
Sentimento tão puro
E incompreendido por normas
Sociais.

Ele que mostrou não esquecer dela,
Um toque de mãos, um abraço,
Sempre um sorriso.



Pareciam se conhecer há
Tanto tempo, tantas coisas em comum,
Dois mundos diferentes.

A vida segue como deve ser, porém,
A saudade e o coração batendo forte
Ao encontra-lo nunca acabaram.
E nem a sensação de conhece-lo
De outras vidas.
O verdadeiro amor pode se transformar, contudo,
Nunca acaba.

Karin F. (Junho/2019)