In the early days the things
were just starting
now it's finishing.
he is saying goodbye
and I don't know why.
Don't leave in my
heart this big room
hope you come back soon.
By Karin Földes
sexta-feira, 6 de maio de 2016
domingo, 1 de maio de 2016
Vivendo nos sonhos da história
No meio da Serra do Mar havia uma casa no caminho para o
litoral. Cidade pequena, mas com seus quase 250 anos. A casa ficava um pouco
afastada da cidade em um sítio tranquilo de onde só escutava os grilos, os
passarinhos, os sons da natureza e ao longe os carros que passavam na
estradinha. Sem internet, sem TV, como se estivesse em uma terra de mitos,
segura.
A casa da época do ciclo cafeeiro tinha seus mais de cento e
vinte anos. Tombada pelo patrimônio histórico. Arquitetura típica da época nas
paredes, portas e janelas. Encanamento e eletricidade adaptados. A eletricidade
vinha de pequenos postes que atravessavam a Serra. Assoalho de madeira, divisão
diferente dos cômodos.
Sentada em uma cadeira de balanço à noite ficava imaginando
aquelas sinhás e suas negras que legalmente não eram mais escravas, mas que a
gente sabe que ainda estavam lá. Passavam de um lado para o outro com
candeeiros na mão ou velas. Cozinhavam naquele fogão à lenha que ainda estava
ali e passavam roupa com ferros em brasa como aqueles que também ainda estavam
ali. O banheiro não existia, deveria ser a despensa da casa e em algum lugar fora
da casa deveria ficar o banheiro. A entrada por uma escada até a sala, os
possíveis toucadores.
À noite deveriam ler algo que vinha da Europa ou no máximo um
texto de José de Alencar. Machado de Assis estava a publicar ainda seus textos
na época...
De repente me vejo transportada para aquele tempo, eu com
quarenta anos já era uma sinhá mais velha que lia à luz de vela os Lusíadas de
Camões. De repente aparece a ex - escrava e diz:
-Sinhá vai precisar de mim ainda?
-Não. Pode ir deitar-se.
-Sinhazinha já está dormindo. Preciso apenas avisar voismissê
que amanhã é dia de ir até a cidade comprar mantimentos para a despensa.
-Tudo bem. Iremos até lá. Tenha em mãos o que está em falta
na casa.
-Sim senhora. Boa noite.
-Boa noite.
No dia seguinte, pegamos a carruagem e fomos até lá.
Aproveitamos e paramos na igreja matriz para conversar com o padre. Sinhazinha,
minha filha de vinte anos já estava velha para casar...Ainda bem que havia
arrumado um bom moço em um dos bailes que foi e o casamento estava marcado.
Voltamos à casa grande, algo estava diferente. O sol batia em
meu rosto, havia dormido ali mesmo. E, imaginando o passado acabei por entrar
nele...
segunda-feira, 11 de abril de 2016
“ A trotes mais lentos”
Meu cavalinho está
cansado das corridas,
De correr por aí e
dar o melhor de si.
Décadas atrás mais
parecia um pônei
Quando o conheci,
Tão novo, tão cheio
de si.
Os anos passaram,
chegou o cansaço.
Nem o mais puro
sangue é feito de aço.
Pode parar por um
tempo,
Porém tenho certeza
que não será
Para sempre.
Não se zangue.
Há coisas que estão
no sangue...
(Karin F.)
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Conversa entre amigas
Uma amiga dizendo a outra:
- Meu, imagine um cara estranho. Que ao mesmo tempo
que é minucioso não sabe a própria agenda de trabalho!
-Como assim, amiga? Você conhece esse cara?
- Conheço... O pior... Gosto dele...
-Hum... E como mais ele é?
- Ele é sossegado. Se tiver oportunidade ele foge
do carnaval, bem pra longe! Mas por outro lado, se meio mulherengo...
- Hum...Mas...Conte essa história direito!
-Ai, Ju, é complicado...
-Onde você conheceu esse cara?
- Em um show de rock. Os olhos azuis dele
pareciam dois faróis na multidão. E o sorriso, os olhos que quase se fechavam
quando ele sorria... Ele não me viu, mas eu o vi. Daí, soube dele através de
uma amiga em comum nossa. Depois, por coincidência, nos encontramos numa pizzaria em frente à
praia de Copacabana. Ele estava numa mesa próxima perto da minha e olhou com
ternura pra mim. Depois, veio falar comigo e eu mal conseguia falar. Acabamos
tirando uma selfie, eu o abracei, coloquei minha cabeça no peito dele e ouvi
seu coração bater... Então, tivemos que nos despedir. Nem o telefone dele eu
peguei. Mas, saindo de lá, eu o vi dando a maior bola para outras meninas...
Essa nossa amiga em comum trabalha com ele, e por isso, sei que ele é todo
certinho e não sabe da própria agenda.
-Caraca, Sofia! Caso sinistro esse o seu, hein?
Mas fale mais...
- Então, ele é um cara fechado, tão fechado
como uma porta emperrada. Já nos encontramos outras vezes e numa delas ele me
disse “relaxe – Eu parecia nervosa perto dele? – Hum... Numa outra vez
agradeceu pelas felicitações de
aniversário que tinha dado a ele e noutra agradeceu muito pelas “amáveis
palavras” num e-mail que escrevi. Aliás, nessa vez eu o vi lendo o e-mail, ele
parecia concentrado como se o mundo ao redor dele não existisse. Tínhamos
combinado de nos encontrar como amigos. E como amigos também fomos a um outro
show de rock juntos, ele percebeu algo de diferente, então, pegou na minha mão,
olhou nos meu olhos e perguntou o que eu queria... Me deu vontade de responder “você,
né meu bem!”. Não foi isso que respondi, foi quase, disse que queria uma beijo...
Ele disfarçou e disse que já era tarde,
que precisava ir embora, o show já tinha acabado, na verdade. Algumas vezes que
nos encontramos na praia de manhã ele estava num humor... Ninguém é perfeito,
né? Somos só amigos, pois, acho que não daríamos certo juntos.
- Por quê?
-Ah, ele é muito certinho, fechado, sei lá...
Mas como amigo é tranquilo.
- E não tem namorada mesmo assim?
-Que nada! Pouquíssimas foram as sérias!
-Nossa!
-Mas é preocupado com questões sociais e
ambientais. Tem bom coração.
-É, tem gente que nasce apenas para ajudar o
mundo...
- Pois é.. O duro é quando a gente se apaixona
por essas pessoas...
-Bom, Sofia, a conversa aqui à beira mar está
ótima, mas tenho que ir andando.
-Pera aí.
- O que foi?
-Tá vendo aquela moça de bicicleta vindo em
nossa direção?
-Tô. E daí.
- Ela que é a amiga em comum de quem falei...
- Será que ela está vindo conversar contigo?
-Não sei...
- Oi, Sofia! Tudo bem?
- Oi Marilda, tudo e você?
- Tudo!
-Essa é minha amiga Júlia.
-Prazer Júlia.
-Prazer.
-Então Sofia...
-Diga Marilda.
- O Nando disse que quer falar urgentemente com
você.
-Quando?
-Se der pra ser agora, pois, ele está vindo aí.
-É tão urgente assim?
- Ele disse que é. Espere-o que logo ele passa.
Mas eu já vou indo. Bom te encontrar! Beijo! Tchau meninas!
-Tchau...
-Tchau...
-Sofia, eu não quero atrapalhar, mas, vou ficar
por perto.
-Tá.
-Oi, Sofia! Que bom te ver! Eu precisava muito
mesmo falar com você. Será que a gente pode ir até ali tomar um suco?
-Tudo bem, Nando. Vamos lá.
-Então. Sente aí que eu vou pedir os sucos.
Aposto que você quer uma limonada, né?
-Acertou!
-Já volto.
-Tá.
-Prontinho. Aqui está.
- E então?
- É que eu vou ficar uns tempos sem falar
direito com você.
-Por quê?
-Vou viajar, vou pra Europa à trabalho e daí
fica complicado...Estando longe, trabalhando...
-Tá bom.
-Em um mês eu volto. Não fique chateada, tá?
-Não! Claro que não!
-Bom, agora tenho que ir. Beijo, Sofia! Tchau!
-Tchau, Nando...
-E aí, amiga?
-Você nem vai acreditar Ju...
- O quê? Ele te pediu em namoro?
-Que nada! Disse que vai viajar a trabalho, vai
ficar um mês fora e, por isso, nesse tempo de um mês não falará direito comigo.
-Ah, fala sério!
-Depois dessa amiga, com certeza serei apenas
amiga dele e mostrarei bem isso. Hoje mesmo vou sair com um gatinho que estava
me paquerando.
- É isso aí! Dê bola para quem te dá bola, como
num jogo de tênis!
- Hahahahahaha Só você pra dizer essas coisas!
-Bora pra casa! Vamos juntas pois, moramos tão
longe uma dá outra...
-Pois, é, só no mesmo prédio...
-Hahahahaha
segunda-feira, 28 de março de 2016
Poeticamente
De tanto amor no coração.
De tanta alegria e decepção.
Menina e seu primeiro amor, com flores com dor.
Décadas e décadas passaram.
Apenas algumas coisas mudaram.
Da adolescência à idade adulta.
Um amor que ultrapassou o tempo e o espaço, tornando-se puro sem pedir nada em troca.
Amar por amar, por muito tempo longe dele ficar, mas em paz quando ele chega estar, mesmo que
por alguns minutos apenas.
E ele diz "relaxe garota" como quem diz "está tudo bem, eu demorei, porém agora estou aqui".
Ah, doce menino, se fosse mais que agradecesse a amáveis palavras dela...
Ela que sente com o coração quando você está triste ou alegre, perto ou longe.
Há coisas que ultrapassam os limites da razão e apenas falam ao coração, se transformando apenas
em poesia. Poesia que acompanha essa menina por toda a vida, que faz calar seu coração e de
longe ser o anjo de alguém.
De tanta alegria e decepção.
Menina e seu primeiro amor, com flores com dor.
Décadas e décadas passaram.
Apenas algumas coisas mudaram.
Da adolescência à idade adulta.
Um amor que ultrapassou o tempo e o espaço, tornando-se puro sem pedir nada em troca.
Amar por amar, por muito tempo longe dele ficar, mas em paz quando ele chega estar, mesmo que
por alguns minutos apenas.
E ele diz "relaxe garota" como quem diz "está tudo bem, eu demorei, porém agora estou aqui".
Ah, doce menino, se fosse mais que agradecesse a amáveis palavras dela...
Ela que sente com o coração quando você está triste ou alegre, perto ou longe.
Há coisas que ultrapassam os limites da razão e apenas falam ao coração, se transformando apenas
em poesia. Poesia que acompanha essa menina por toda a vida, que faz calar seu coração e de
longe ser o anjo de alguém.
sábado, 19 de março de 2016
Poesia
“Resposta obscura”
Um pé no abismo outro na
redenção.
A mente diz sim, o corpo
diz não.
A vida entre dois mundos
com e sem caos.
Andando entre os bons e
os maus.
Um muro entre a loucura
e a sanidade
A saudade que o peito invade.
Viver entre o sossego e
a calamidade.
Desejar uma vida de verdade.
Caminhar mais e mais.
Buscar pela ajuda de ancestrais.
Passa cada momento.
Passa cada vez mais lento.
Buscar explicação nos astros.
Buscar a solução em campos vastos.
Se descobrir em outro mundo.
A resposta está onde se
vai mais fundo.
Por Karin Földes
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Mais poesias
“Distância amenizada”
Alguém por quem só
quero o bem.
De estar mais perto
tenho a sorte.
E de supetão, o coração
que bate mais forte.
Por mais que eu tente,
De repente,
Não sai de minha mente.
Se encontra num lugar
Onde o sol mais brilha.
Daqui, três mil vezes
uma milha.
Não havia plano.
Apenas atravessou o
oceano.
Não dá para crer que cá
está este ser.
Perto de quem, por ele,
perde o juízo.
Chegou sem prévio
aviso.
A caneta que, de
repente, volta a trabalhar.
A quilômetros agora
está de seu lar.
Que estivesse aqui, eu
quis.
Apenas por estar mais
perto me deixa feliz.
O coração bate com
força imensa, à
Sua bem menos longínqua
presença.
De um lugar gelado para
um lugar quente.
Por mim sempre será
amado,
Mesmo que esquecê-lo eu
tente.
Por menos longe estar,
O meu viver faz
alegrar.
E assim faz,
Assim me traz a paz.
As razões do coração
ainda não
Foram descobertas.
Mas, são muito mais que
certas.
___________________
Karin Földes
“Sonho e surpresa”
Toda noite, a caneta
que trabalha
Sem parar.
Apenas por alguém mais
perto estar.
Com tanta vivência,
Por um ser que chega de
repente,
Voltar à adolescência.
Chega sem planos.
E um pouco menos longe
está
alguém que o tem
No coração por anos.
Mais alegres se
tornaram a vida
E o verão.
Mais forte, de repente,
bate
Um coração.
Um alento,
Depois de um par de
dias
De sofrimento.
Agora mais perto tu
estás,
Por poucos dias trouxe
mais um pouco
De paz.
Em meu sonho trouxe a
novidade.
Porém, nunca imaginaria
que
Se tornasse verdade.
Uma visão apenas vinda
Do coração.
__________________
Karin Földes
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